Preço por m² de Tela Asfáltica Colocada em Portugal (2025)

Preço por m² de Tela Asfáltica Colocada em Portugal — gráfico de custos por metro quadrado

Resposta Rápida

O preço médio por m² de tela asfáltica colocada em Portugal, incluindo material e instalação, varia entre 15€ e 45€, com uma média geral de 20€ a 30€ por m². Para telas APP (3 mm, tipo económico), os valores situam-se nos 15–25€/m², enquanto telas SBS (4–5 mm, mais resistentes) custam 30–45€/m² para aplicações profissionais em zonas como Lisboa. Recomenda-se tela asfáltica — também chamada manta asfáltica — sobretudo para impermeabilizar coberturas planas (lajes ou terraços), varandas, fundações e paredes expostas à humidade, especialmente em climas húmidos como o português, em linha com o preço médio de impermeabilização por m². Em pendentes leves (tipo laje inclinada) também pode ser usada; já em telhados de telha inclinados, a tela entra normalmente como subtelha ou em sistemas específicos e convém avaliação técnica antes de escolher a solução.

Checklist rápida para orçamento (30 segundos)

  • Área total da cobertura (m²): mede o comprimento × largura ou confirma na planta.
  • Há tela antiga para remover? Se sim, acrescenta normalmente 5–15€/m² ao preço.
  • Quantos ralos, rufos e detalhes existem? Mais pormenores = mais mão-de-obra.
  • Acesso e altura do edifício: andaimes, grua ou difícil acesso podem subir 15–40% o custo.
  • Tipo de proteção final: tela exposta simples, com ardósia ou com proteção adicional influencia o valor por m².

Infográfico: Preço por m² de Tela Asfáltica Colocada

Como Escolher entre Tela APP e SBS para a Sua Cobertura

As telas asfálticas APP (Polipropileno Atáctico) e SBS (Estireno-Butadieno-Estireno) diferem na composição polimérica, o que afecta a flexibilidade, a resistência térmica e a aplicação ideal. A APP é plastomérica, mais rígida e estável; a SBS é elastomérica, mais elástica e adaptável a movimentos da estrutura.

Diferenças Técnicas Principais

  • Flexibilidade e temperatura: A SBS mantém elasticidade até cerca de -30°C, sendo ideal para variações térmicas ou climas frios. A APP resiste até cerca de -15°C mas suporta mais de 140°C e radiação UV intensa, sendo mais indicada para exposição solar directa.
  • Resistência e durabilidade: A APP destaca-se em calor e estabilidade dimensional, com boa aderência ao maçarico. A SBS oferece melhor aderência total e resistência à fadiga em estruturas com algum movimento.
  • Aplicação: A APP aplica-se facilmente com chama directa em coberturas expostas. A SBS prefere colagem ou sistemas flutuantes e exige protecção UV (por exemplo ardósia) quando fica exposta.
CaracterísticaTela APPTela SBS
Resistência ao calorAté 140°C (alta)Até 100°C (moderada)
Flexibilidade no frioAté -15°CAté -30°C (excelente)
Resistência UVAlta (autoprotegida)Moderada (precisa protecção)
ElasticidadeBaixa (rígida)Alta (adaptável)
Preço médio/m²15–25€30–45€

Quando Escolher Cada Tipo

Escolha APP para coberturas planas muito expostas ao sol em Portugal (sul ou zonas secas), onde o clima quente predomina e a durabilidade face aos UV é decisiva; é comum em terraços acessíveis. Opte por SBS em regiões com mais humidade, variações térmicas (por exemplo norte) ou coberturas inclinadas com risco de fissuras por movimento estrutural; com manutenção, a vida útil média pode atingir cerca de 40 anos.

Deve avaliar o clima local (Lisboa quente favorece APP), o tipo de suporte (plano ou inclinado), a exposição solar e o orçamento. Em Portugal, a APP adequa-se melhor ao clima mediterrânico geral, mas a SBS prevalece em projetos mais exigentes. Para sistemas multicamada, consulte um técnico.


Durabilidade da Tela Asfáltica em Climas Húmidos de Portugal

Em climas húmidos como o do norte e centro de Portugal, com chuvas frequentes e humidade elevada, a tela asfáltica dura tipicamente 10–25 anos, consoante o tipo, espessura e manutenção. Telas APP standard (3–4 kg/m²) oferecem em geral 10–15 anos em condições húmidas; as SBS premium (4–5 kg/m²) podem, com boa execução e manutenção periódica, aproximar‑se dos 20–25 anos e em alguns casos específicos ir além disso, graças à maior elasticidade que resiste melhor às dilatações causadas pela humidade.

Fatores que Afetam a Longevidade

A humidade acelera o desgaste se não houver protecção mecânica (ardósia, geotextil) e manutenção regular, podendo reduzir a vida útil para 5–10 anos em aplicações expostas sem cuidados. Com aplicação profissional, primário betuminoso, sobreposições bem seladas e inspecções regulares, a SBS pode exceder 30–40 anos mesmo em zonas chuvosas.

Tipo de telaDurabilidade em clima húmidoCom manutenção anual
APP standard10–15 anos15–20 anos
SBS premium15–25 anosaté cerca de 25–30+ anos

Dicas para Maximizar a Durabilidade

Proteja contra UV e tráfego pedonal com camadas granulares; evite estagnação de água garantindo pendentes mínimas de 1–2%. Em regiões húmidas como Minho ou Douro, prefira SBS com garantia alargada e verifique fissuras anualmente para reparos pontuais. Com boa execução, a durabilidade média em Portugal continental ronda os 20 anos.


Passo a Passo para Preparar a Superfície Antes da Colocação

A preparação da superfície é crucial para a aderência da tela asfáltica e evita bolhas, fissuras ou descolamentos prematuros em coberturas de betão ou lajes. Siga estes passos em sequência para suportes planos ou ligeiramente inclinados, garantindo superfície seca e limpa.

  1. Inspecção e limpeza inicial: Remova detritos, pó, folhas, gorduras ou restos de tintas antigas com vassoura, aspirador industrial e jato de água à pressão (máx. 100 bar). Evite produtos químicos agressivos.
  2. Reparação de defeitos: Preencha fissuras superiores a 1 mm com argamassa polimérica ou betume elástico; nivele irregularidades superiores a 5 mm com reboco de cimento. Deixe curar 24–48 h.
  3. Lixagem e limpeza final: Lixe áreas rugosas ou brilhantes com escova de aço ou rebarbadora para abrir poros; aspire de novo e passe pano húmido sem deixar resíduos.
  4. Verificação de humidade: Faça o teste da plástica (plástico selado durante 24 h); no betão, a humidade deve ser inferior a 4%. Se estiver húmida, use desumidificador ou espere secagem natural.
  5. Aplicação do primário: Estenda primer betuminoso (emulsão asfáltica) com rolo ou pincel (0,2–0,4 kg/m²), de forma uniforme. Deixe secar 4–24 h até toque seco e sem pó.

Cuidados Essenciais

Trabalhe em tempo seco (acima de 5°C, sem chuva prevista nas 48 h seguintes); proteja áreas adjacentes com lonas. Em lajes novas, aguarde 28 dias de cura do betão. A superfície deve estar estável, sem pinturas soltas ou eflorescências salinas. Erros frequentes incluem humidade residual (uma das principais causas de falhas) e poeira, que reduzem a aderência.


Erros Comuns na Preparação da Superfície para Manta Asfáltica

Erros na preparação estão na origem de muitas falhas em impermeabilizações com tela asfáltica, como descolamentos, bolhas e infiltrações precoces. Estes problemas surgem sobretudo por pressa ou falta de verificação técnica em suportes de betão húmido ou sujo.

  • Superfície húmida ou com humidade residual: Aplicar sobre betão com mais de 4% de humidade favorece bolhas e perda de aderência; o teste da plástica (24 h) é muitas vezes ignorado.
  • Limpeza incompleta (pó, gordura, detritos): Resíduos impedem a fixação do primer e causam deslocamentos; jato de água insuficiente é comum em obras DIY.
  • Primer mal aplicado: Quantidade incorrecta (a menos ou a mais) ou secagem incompleta comprometem a ligação; a aplicação deve ser uniforme, na ordem de 0,2–0,4 kg/m².
  • Fissuras e irregularidades não reparadas: Fendas superiores a 1 mm ou desníveis superiores a 5 mm criam pontos fracos; argamassa inadequada agrava dilatações.
  • Ignorar pormenores críticos: Cantos, ralos e juntas sem filières ou vedação específica facilitam infiltrações laterais.

Como Evitar Estes Erros

Faça inspecção com profissional sempre que possível; espere a cura total do betão (28 dias) e tempo seco. Limpe até obter rugosidade aderente e teste a aderência do primer (por exemplo com fita) antes de colocar a tela. Estes cuidados aumentam significativamente a durabilidade em climas húmidos portugueses.


Erros Comuns na Sobreposição das Mantas Asfálticas

Sobreposições inadequadas criam pontos fracos e permitem infiltrações, podendo reduzir a durabilidade em mais de 50% em coberturas expostas à chuva. Estes erros surgem por falta de rigor técnico, sobretudo nas emendas longitudinais ou transversais.

  • Largura insuficiente: Menos de 10 cm nas emendas compromete a selagem; o mínimo recomendado é 10–15 cm para APP/SBS com maçarico.
  • Direcção errada do caimento: Aplicar de cima para baixo faz a água infiltrar-se contra a sobreposição; comece sempre no ponto mais baixo.
  • Falta de aquecimento uniforme: Não fundir completamente as faces com maçarico deixa vãos ou descolamentos parciais.
  • Alinhamento imperfeito: Emendas desalinhadas ou com bolhas criam canais para a água; role imediatamente após a colocação.
  • Sobreposição sobre mantas antigas: Não remover camadas antigas acrescenta peso e prejudica a aderência; remova sempre o suporte antigo.

Como Evitar Estes Erros

Use maçarico adequado, respeite 10–15 cm de sobreposição e aplique no sentido do escoamento (do baixo para o alto); pode validar a estanqueidade com ensaio de inundação controlada. Em Portugal, estes cuidados são essenciais para resistir a chuvas intensas no inverno.


Direcção Correta de Aplicação das Mantas Asfálticas

A direcção correcta de aplicação segue sempre o caimento natural da água: do ponto mais baixo para o mais alto, de modo a que as sobreposições impeçam infiltrações. Esta regra aplica-se a telas APP e SBS com maçarico e ajuda a evitar que chuvas fortes penetrem nas emendas.

Princípios Básicos da Direcção

  • Sentido do escoamento: Desenrole as mantas paralelas ou perpendiculares ao caimento, com a face superior da sobreposição (10–15 cm) sempre a “proteger” a inferior; a água deve fluir sobre a emenda, não contra ela.
  • Em coberturas planas: Comece nos ralos ou pontos baixos e avance para as bordas elevadas; pode usar ensaio de lâmina de água (por exemplo 72 h) para validar o fluxo após a colocação.
  • Em telhados inclinados: Alinhe os rolos no sentido da pendente (preferencialmente longitudinal), soldando as emendas com maçarico em ziguezague para fusão total.
Tipo de coberturaDirecção recomendadaSobreposição mínima
Plana (lajes)Dos ralos para as bordas elevadas10–15 cm
Inclinação <5%Paralela ao caimento mínimo12 cm
Inclinada >5%Longitudinal (rolos no sentido da água)15 cm

Passos Práticos para Aplicação Correta

Desenrole a manta a partir do fundo, aqueça primer e base com maçarico até brilho, pressione e role para expulsar o ar; avance camada a camada no sentido ascendente. Em Portugal, esta direcção é crítica para o comportamento em invernos chuvosos. Para projetos certificados, consulte normas como a ETAG 005.


O Que é Tela Asfáltica?

A tela asfáltica é uma membrana impermeabilizante flexível composta por betume oxidado ou polímeros modificados, reforçada com fibras não tecidas (poliéster ou fibra de vidro) para boa resistência mecânica e estabilidade dimensional. Serve para vedar coberturas contra infiltrações e suporta, consoante o tipo, temperaturas entre cerca de -30°C e +140°C.

Composição

Inclui tipicamente 50–60% de betume, 20–30% de polímeros (APP ou SBS), 10–20% de reforço (poliéster na ordem de 150–200 g/m²) e faces superior e inferior com polietileno ou ardósia para protecção UV.

Diferenças APP vs SBS

A APP (plastómero) é mais rígida e indicada para calor e UV; a SBS (elastómero) é mais elástica e adequada para frio e movimentos da estrutura.

Espessura Típica

Entre 3 e 5 mm (3–5 kg/m²): APP em 3–4 kg/m² e SBS em 4–5 kg/m² para maior durabilidade.

Durabilidade Esperada

Com boa execução e manutenção, a tela asfáltica oferece em geral 15–30 anos de serviço; em sistemas SBS premium com proteção adequada e inspeções regulares, a vida útil pode, em alguns casos, aproximar‑se dos 30 anos ou mais.


Fatores Que Influenciam o Preço

O preço por m² varia consoante as condições do projeto e pode elevar o custo total em 20–50% em relação à média base de 20–30€. Áreas maiores beneficiam de economias de escala; dificuldades de acesso ou estado da base aumentam a mão-de-obra.

Área Total

Projetos com mais de 200 m² podem ficar nos 15–25€/m² por optimização; abaixo de 50 m² os valores sobem frequentemente para 35–45€/m² devido a mobilização fixa (escadas, equipamentos).

Estado da Base

Superfície limpa e plana não adiciona custo extra; reparos moderados podem acrescer 5–10€/m²; bases danificadas ou húmidas podem acrescer 10–20€/m² em preparação.

Necessidade de Remoção de Material Antigo

A remoção de telas antigas custa tipicamente 5–15€/m² adicionais (lixo, quebra manual); é indispensável para uma boa aderência e eleva o preço em renovações.

Acesso ao Telhado

Acesso fácil (rés-do-chão) mantém o preço base; escadas internas ou guinchos podem acrescer 10–20% na mão-de-obra; a falta de elevador em prédios antigos pode duplicar custos logísticos.

Altura do Edifício

Até 2 andares: sem majoração; 3–6 andares: pode acrescer 15–25€/m² (segurança, andaimes); mais de 7 andares: pode acrescer 30–50€/m² (cintas de segurança, EPIs especiais).

FatorImpacto no preço (€/m²)Exemplo em Lisboa
Área >200 m²-5 a -10€ (desconto de volume)~18€
Remoção de tela antiga+5 a +15€~28€
Altura >5 andares+10 a +25€~40€
Base danificada+8 a +20€~35€

Exemplos de preço por área (50, 100 e 200 m²)

Os intervalos de preço por m² tornam‑se mais claros quando aplicados a áreas típicas de lajes e terraços.

  • 50 m² (laje pequena ou terraço)
    Com valores na ordem dos 25–35€/m² (área pequena + possível remoção de tela antiga), o investimento tende a ficar entre 1.250€ e 1.750€.

  • 100 m² (cobertura residencial média)
    Em muitos casos situa‑se na faixa intermédia de 20–30€/m², resultando em cerca de 2.000€ a 3.000€, dependendo do estado da base e da altura do edifício.

  • 200 m² (cobertura maior com desconto de volume)
    Com economias de escala, não é raro ver preços a aproximarem‑se dos 18–25€/m², o que dá um total entre 3.600€ e 5.000€.

Estes exemplos servem apenas como referência rápida; um orçamento profissional deve considerar medições no local, remoção de telas antigas, detalhes construtivos e requisitos de segurança.


Quando Vale a Pena Usar Tela Asfáltica?

A tela asfáltica destaca-se em projetos em que a durabilidade mecânica e a resistência à estagnação de água superam as alternativas, sobretudo em grandes áreas ou exposição constante à humidade. É um investimento de longo prazo (15–30 anos), adequado a casas unifamiliares ou prédios em Portugal com invernos chuvosos.

Lajes Planas

É uma solução adequada para lajes planas sem pendente, formando barreira contínua contra infiltrações; suporta sobrecargas leves e requer protecção granular contra UV.

Terraços Transitáveis

É viável com camada de amortecimento (geotextil e ardósia), resistindo a circulação pedonal moderada em terraços de lazer e reduzindo risco de fissuras por dilatação térmica.

Coberturas Antigas

Recomenda-se para renovação de telhados com mantas velhas craqueladas (5–10 anos), removendo o antigo para aderência total; em muitos casos recupera grande parte da estanqueidade original.

Comparação com Membrana Líquida

CritérioTela asfálticaMembrana líquida
Durabilidade15–30 anos5–10 anos (com reaplicação)
AplicaçãoProfissional (maçarico)DIY possível (rolo/pincel)
Custo inicial/m²20–30€10–20€
Resistência mecânicaAlta (reforçada)Baixa (camadas finas)
Áreas grandesExcelente (emendas seladas)Mais difícil (juntas visíveis)

A tela asfáltica compensa mais em lajes acima de 50 m² ou em renovação; a membrana líquida pode ser mais adequada para reparos pontuais ou orçamentos mais limitados. Para saber como impermeabilizar um telhado de forma correcta, evite os erros descritos nas secções anteriores.


Erros Comuns na Aplicação

Erros na aplicação provocam falhas prematuras, como infiltrações em 2–5 anos, sobretudo em climas húmidos onde a humidade amplifica os problemas. Surgem frequentemente por falta de planeamento ou execução apressada.

  • Aplicação sem preparação adequada: Dispensar limpeza ou primer causa descolamentos; a superfície deve estar seca, lixada e com emulsão betuminosa uniforme.
  • Falhas nas juntas: Sobreposições inferiores a 10 cm ou sem fusão total por maçarico criam goteiras; role as emendas no sentido do caimento para selagem hermética.
  • Não respeitar inclinação mínima: Pendentes inferiores a 1% provocam poças permanentes e degradam a manta; corrija com argamassa niveladora antes da colocação.
  • Aplicação sobre base húmida: Humidade superior a 4% favorece bolhas e perda de aderência; faça o teste da plástica (24 h) e aguarde cura total do betão.
Erro comumConsequênciaPrevenção simples
Sem preparaçãoDescolamento em 1–2 anosPrimer + limpeza à pressão
Juntas mal feitasInfiltrações localizadas12 cm + rolo após fusão
Sem inclinaçãoEstagnação/erosãoPendente mínima 1–2%
Base húmidaBolhas e bolorTeste da plástica 24 h

Vale a Pena Aplicar Sozinho?

Para a maioria dos proprietários em Portugal, aplicar tela asfáltica sozinho não compensa, devido aos riscos elevados de falha e aos custos de correcção que podem superar a poupança inicial. Exige equipamento especializado e experiência; a durabilidade costuma ser sensivelmente menor do que numa aplicação profissional.

Equipamento Necessário

Maçarico a gás (50–100 kW, com regulador), rolos de pressão, escovas de aço, primer betuminoso (por exemplo 20 L), EPIs completos (luvas ignífugas, óculos, arnês anticaídas, máscara respiratória); o custo inicial pode rondar 500–1000€ para áreas inferiores a 50 m².

Riscos

Queimaduras graves por chama aberta (acima de 600°C), risco de incêndio em telhados secos, quedas de altura sem ancoragem, intoxicação por fumos do betume. Em Portugal, acidentes em obras DIY representam uma parte significativa das queixas em seguros residenciais.

Durabilidade: DIY vs Aplicação Profissional

A aplicação DIY dura tipicamente 5–10 anos (bolhas, juntas fracas); a profissional pode atingir 15–30 anos com soldas uniformes e garantias.

AspetoAplicação DIYProfissional
Custo inicial20–30% menor (sem mão-de-obra)20–30€/m² total
Durabilidade média5–12 anos15–30 anos
Risco de falhaAltoBaixo
GarantiaNenhuma10–20 anos

Recomenda-se recorrer a empresas com experiência em APP/SBS para evitar reparos dispendiosos ao fim de 2–3 anos.


Perguntas Frequentes

Qual o preço por m² de tela asfáltica colocada em Portugal?

O preço médio por m², material e mão-de-obra incluídos, situa-se entre 15€ e 45€, com média geral de 20€ a 30€. Telas APP (económicas) ficam tipicamente nos 15–25€/m²; telas SBS (mais resistentes) nos 30–45€/m² em aplicação profissional.

Quanto tempo dura a tela asfáltica em clima húmido?

Em climas húmidos como o norte e centro de Portugal, a durabilidade ronda 10–25 anos consoante o tipo e a manutenção. APP standard: 10–15 anos; SBS premium com manutenção: 15–25 anos ou mais, podendo ultrapassar 30–40 anos com execução e inspecções adequadas.

Devo escolher tela APP ou SBS?

Escolha APP para coberturas planas muito expostas ao sol (sul, zonas secas), onde a resistência aos UV é decisiva. Escolha SBS para regiões mais húmidas, com variações térmicas ou coberturas com risco de fissuras por movimento; é mais elástica e adaptável.

Quais os erros que mais prejudicam a aplicação?

Os principais são: superfície húmida ou suja; dispensa do primer ou aplicação incorrecta; sobreposições inferiores a 10 cm ou direcção errada (de cima para baixo); e aplicação sobre mantas antigas sem remoção. A preparação e as emendas correctas são fundamentais.

Vale a pena aplicar tela asfáltica sozinho?

Para a maioria dos casos, não. Exige maçarico, EPIs e técnica adequada; a durabilidade da aplicação DIY é em geral 5–12 anos, com risco de falha alto, enquanto a aplicação profissional atinge 15–30 anos com garantias. Os custos de correcção podem anular a poupança inicial.

O que faz subir o preço por m²?

Entre outros: área pequena (<50 m²) aumenta o custo por m²; remoção de tela antiga (5–15€/m² extra); base danificada ou húmida (+10–20€/m² em preparação); altura do edifício (3–6 andares: +15–25€/m²; >7 andares: +30–50€/m²); e acesso difícil (escadas, falta de elevador).